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MAKENNA RESORT

INÍCIO DO PROJETO

2004

2010

CONCLUSÃO DA OBRA

6700

M² CONSTRUÍDOS

Local: Ponta da Tulha - BA
Data de projeto: 2004
Data de conclusão da obra: 2010
Área terreno: 50hás
Área construída: 6.700 m²
Projetado por: Drucker Arquitetura
Arquitetos responsáveis: Monica Drucker e Ruben Otero
Equipe: Roni Ebina, Fausto Chino, Juliana Martins, Victor Minghini.
Estrutura: Pedro Teleki
Instalações: GRAU Engenharia
Consultoria em hotelaria: Mauro Motoda
Obras de arte: Thilo Scheuermann
Fotografias: Leonardo Finotti

A área é uma reserva florestal protegida por entidades como a Unesco e o Ibama , sendo um alvo de severas restrições construtivas. De forma a tornar a intervenção possível para acomodar o programa de um resort, os edifícios foram distribuídos da seguinte maneira: um clube com um restaurante e salas de lazer, um spa, 16 chalés e um distrito de serviço.


Ao invés de escravizar a natureza, as construções dramatizam ainda mais a paisagem, enquadrando e revelando contornos e cenários não usuais.


O projeto da sede do clube e dos chalés segue os princípios do modernismo – e é nesta arquitetura de concreto que o contraponto à natureza surge. A sede do clube do resort é um pavilhão com projeções que criam terraços e espaços de transição entre interior e exterior. Já os chalés possuem área entre 80 e 150 metros quadrados, orientados em direção ao mar.


Também soltos no terreno, apresentam o mesmo conceito de lajes de concreto aparente, mas com um diferencial de paredes revestidas com arenito do norte. Para permitir o fluxo de ar, optou-se por aberturas na frente e no fundo, que podem ser controladas por venezianas de madeira com abas móveis, reduzindo assim a temperatura interna e dispensando a necessidade de ar condicionado. Além do tratamento de água (no qual o índice de pureza da água retornada deve ser 98%), a eletricidade é fornecida por sistemas coletores de energia solar.


O desafio deste projeto foi transformar um local natural em um espaço arquitetônico, ou seja, construir um território no qual o marco físico não é mais um pano de fundo, mas algo que se torna uma parte ativa da construção, identificando os elementos chave da paisagem para emergirem através de um sistema de relações que vão além da área visual do edifício.


O edifício se encaixa na paisagem, aumentando seu potencial, criando um grande mirante. Expande-se dramaticamente a sensação de horizontalidade, elimina-se o campo visual que não é substancial para a essência da paisagem. O piso e o teto adquirem um valor substancial.





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